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eu nome é João José R. L. Almeida. Sou licenciado em Teologia pelo ISEDET (Instituto Superior Evangelico de Estudios Teologicos), em Buenos Aires, Argentina. Depois de formado,
   
    voltei ao Brasil e iniciei um curso de especialização em História da Ciência, na UNICAMP. E logo a seguir, o Mestrado em Lógica e Filosofia da Ciência, na mesma universidade. Minha dissertação foi defendida em outubro de 1997, e o título era Falibilismo e Fundamentação Última. Você pode encontrar um resumo on-line clicando aí no título em azul.
 
Em 08/07/2004 defendi, também na UNICAMP, um doutorado na área de fundamentos filosóficos da psicanálise. O título da tese é "A Compulsão à Linguagem na Psicanálise: Teoria Lacaniana e Psicanálise Pragmática". (Clique no título em azul).
 
Trata-se de uma exposição crítica de elos conceituais manifestos pelos dois tipos de teoria psicanalítica enunciadas no título. Sem descuidar da investigação exegética, o método de abordagem consiste, antes, na visão panorâmica dessas conexões entre as idéias. O sentido de cada teoria está no uso que se faz dos conceitos no interior de um conjunto de procedimentos e técnicas com fins determinados. Essas teorias, de modos distintos, recorreram a certas concepções de linguagem como forma de resolução de problemas metafísicos e clínicos herdados da psicanálise de Freud.
 
No trabalho, a exposição do uso da linguagem na teoria de Lacan resume-se a quatro fases: a inicial, de 1932-1953; a fase da incorporação do estruturalismo, de 1953 a 1956; a fase da primazia do significante, de 1956 a 1958; e a fase da lalangue, de 1972-1973. Quanto à psicanálise pragmática, esta circunscreve-se somente aos trabalhos de Marcia Cavell (The Psychoanalytic Mind) e de Jurandir Freire Costa (Redescrições da Psicanálise, As Sombras e o Sopro, entre outros).
 
O comportamento teórico das psicanálises lingüísticas é tratado como compulsivo, porque obedecem imperceptivelmente, por força do próprio hábito e da sua concepção de mundo - tratam-se de "gramáticas" -, à incorporação de técnicas e procedimentos com vistas a sanear a velha teoria de impurezas conceituais. Enquanto Freud pressupunha uma concepção referencialista, Lacan adotou uma concepção idealista, e a psicanálise pragmática, uma perspectiva comportamental da linguagem, para atender a seus respectivos fins.
 
O trabalho consiste em questionar a substancialização da linguagem, no caso de Lacan, e o desvio mentalista e mecanicista, no caso da psicanálise pragmática. Aparentemente, nada indica que a clínica necessitasse de tais supostos, nem que estas teorias não houvessem introduzido novos problemas metafísicos.
 
Veja o índice e a apresentação da tese, clicando ----> AQUI <----. O arquivo completo pode ser solicitado ao autor, clicando no link "MENSAGENS" abaixo.
 
Leia também o artigo publicado na Revista Pulsional de julho de 2002 intitulado O Cantor do Infinito.
 
Já fui membro praticante da Sociedade Campinense de Psicanálise, onde fiz minha formação e participei de atividades clínicas, docentes e discentes. Atualmente estou atendendo em consultório particular na cidade de Campinas.
 
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