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Quase toda tradição filosófica importante tem os seus seguidores, sua discussão histórica, e suas renovações em termos de novas abordagens atualizadas. Assim é também com a tradição kantiana. Houve, já desde a primeira edição da Crítica da Razão Pura, muitas reações e contra-reações ao idealismo transcendental, o que se seguiu durante todo o final do século XVIII, passando depois pelo Romantismo Alemão, e "reformuladores" da filosofia kantiana, até o final do século XIX e começo do XX. No entanto, outras grandes correntes filosóficas estabelecidas e firmadas no século XX, a renovação da física e da matemática, e um sem número de fatores históricos acabaram por deslocar os holofotes desta tradição filosófica em particular para acentuar outras espécies de pensamentos como, por exemplo, a fenomenologia, o existencialismo, o marxismo, a filosofia analítica, para citar apenas as mais marcantes. Nenhuma dessas correntes deixa de ter uma herança genética kantiana, obviamente. Contudo, já nesta etapa não tratamos mais de parentesco de primeiro grau, senão de formas de pensamento distintas com preocupações diferentes. |
Porém, nestes últimos decênios do século, estamos presenciando novamente intentos de releitura do Idealismo Transcendental através da filosofia da linguagem. Nestas renovações, naturalmente, há um diálogo intenso com as distintas correntes filosóficas atuais, mas principalmente com a filosofia analítica. Testemunha disso é um livro bastante conhecido, com a contribuição de vários autores, chamado Transcendental Arguments and Science. BIERI, P., HORTSMANN, R.-P., KRÜGER, L. (eds.). Kluwer Academic Press, 1979, onde autores pro e contra dão os seus pareceres sobre o estado atual da abordagem transcendental da filosofia.
Um outro livro importante, Kant's |